terça-feira, 18 de outubro de 2011

As mensagens contidas nos Logotipos


A arte de fazer um logo é expressar suas idéias, valores, produtos, etc, nas menores linhas possíveis, usando sempre cores simples. Veja abaixo alguns exemplos de logos que souberam passar uma ou mais idéias em simples linhas.
Começando com o clássico logo do Carrefour, que depois de muitas teorias sobre saci azul, alienígena de gorro e gorda de biquíni, vemos que é um simples C vazado.
Parece só o nome da empresa escrito de forma estilosa, mas o VA na verdade significa o sinal analógico e o IO significa a linguagem binária dos computadores
Reparem na seta entre o E e o X. Velocidade.
A seta amarela não é só um sorriso, sugere que na Amazon você acha tudo de A a Z.
Clássico sempre dá as caras aos domingos, o espaço entre o F e as linhas de velocidade que formam o 1 forma outro 1.
Empresa de pneus, reparem no CO que formam seu produto.
Famoso chocolate. Repare no urso que o alpe suíço forma.
As penas coloridas do logo da emissora americana representam seus 6 departamentos, a cabeça do pavão representa o telespectador.
Site para compra de fonts, reparem que o My formam uma mão.
Marca genérica de Doritos, reparem nos dois Ts alegres e o molho entre eles.
O balançar na tacada de golf forma a cabeleira dos elmos dos guerreiros e seu corpo forma o rosto do mesmo.
Joalheira nova-iorquina chamada Snooty Peacock, reparem no pavão formado pelo rosto da mulher
Empresa de avião que tem em seu logo uma seta apontando para… o noroeste.
O logo da ONG em prol da África tem à primeira vista só o mapa do continente,
mas depois percebe-se uma criança e uma mulher se olhando.
Families é uma revista familiar do grupo Reader’s Digest, as letras ILI formam membros da família,
O espaço entre a perna e o braço tem o formato do mapa da Austrália.
Elettro Domestici é uma empresa de eletrodomésticos e eletrônicos britânica, além de formar suas inicias, o logo também forma uma tomada.
O logo do zoológico do Bronx tem as pernas das girafas formando seus prédios, natureza no meio da cidade.
Sorveteria americana que em seu logo faz referencia aos seus 31 sabores disponíveis.
Companhia área que tem entre suas letras, o desenho de uma avião.
Empresa de consultoria chamada E2. Simples. 


sábado, 9 de julho de 2011

Construção de ferrovia - um exemplo de eficácia em infraestrutura

Temos oportunidades enormes  no Brasil, mas somente vamos conseguir aproveitá-las de forma plena se tivermos a consciência e a postura de trabalhar com eficácia.

Tudo o que construímos de infraestrutura no Brasil custa estratosféricamente mais caro do que nos outros países do chamado mundo desenvolvido.

Um exemplo disto é a metodologia de construção de ferrovia na Rússia como demonstrada abaixo.

Clique aqui para ver um filme sobre este processo

Usando máquinas como as utilizadas pela Infrabel, na Bélgica, a construção de uma ferrovia é rápida e os custos muito mais baixos. Especiais para solo, com alta produtividade, se fossem usadas no Brasil em poucos anos poderíamos ter um país cortado por ferrovias, facilitando a movimentação de cargas, interrompendo o fluxo migratório para as grandes cidades e em seguida o refluxo da população desinchando as grandes cidades coms os benefícios consequentes disto tudo. Os custos de logística seriam reduzidos o que baixaria preços para a população e aumentaria a nossa competitividade como exportadores.
Imaginem o nosso país continental com uma malha ferroviária eficaz .

Esta é um exemplo de reflexão estratégica que provocamos os nossos clientes a fazerem dentro de suas organizações. Eficácia, inovação, otimização de processos, estratégia são temas que a GrowUp trabalha em seus produtos de consultoria. Quer conversar mais sobre isto, faça contato conosco clicando aqui.







quinta-feira, 23 de junho de 2011

Crescimento brasileiro, como aproveitar esta onda?

Todos os economistas concordam com uma coisa: a economia brasileira irá crescer nos próximos 15 anos. E para os empresários fica a pergunta+ o que fazer para aproveitar esta onda de crescimento?

O crescimento do Brasil depende de alguns vetores que se alinhados e sincronizados promoverão um crescimento sustentado gerando excelentes oportunidades de negócio:

1 - Educação: o Brasil precisa investir em educação maciçamente, desde a educação básica até a de nível superior. Este investimento não será feito somente pelo Governo, temos aqui uma oportunidade de investimento em escolas técnicas ou de primeiro e segundo-grau já que a renda da população está crescendo e como a qualidade do ensino público é baixa aumentará a procura por escolas privadas. Nos últimos anos, somente no segmento de franquias de escolas de idiomas houve um acelerado crescimeno. A rede CNA é um bom exemplo: firmou 50 novos contratos só de janeiro a março deste ano. A meta para 2010 era de 100 novas unidades. Isso significa que 50% da meta já foram cumpridos em apenas três meses.

2 - Saúde: os serviçõs públicos de saúde são de péssima qualidade e as classes C e D estão cada vez mais contratando planos privados de saúde. O paulista Fleury, um dos maiores grupos de exames de diagnósticos do país acaba de criar uma marca nacional focada nas classes B e C chamado a+ Medicina Diagnóstica, já lançada em sete estados e somente no RS investirá R$ 52 milhões nos próximos 3 anos.

3 - Infraestrutura e Habitação: saneamento, água, pavimentação, mobilidade urbana e moradia devem receber fartos investimentos. Só em moradia para as classes C,D e E temos um déficit de 31 novas moradias até 2023. O programa Minha Casa Minha Vida atenderá parte desta demanda mas deveremos encontrar outras formas de abastecer este mercado.

4 - Eletrodomésticos e Móveis e outros: devido a esta expansão imobiliária nestas classes sociais aumenta a procura para a compra de linha branca (geladeira, fogão),eletrodomésticos e móveis de baixo custo, computadores, celulares e banda-larga. Para isto precisaremos de uma expansão do varejo focados nestas classes sociais bem como a expansão  e facilitação do crédito como forma de atender estas demandas.
 riso

5 - Turismo: o poder aquisitivo da população aumentando cresce a demanda para turismo - hotelaria, pacotes turísticos, passagens aéreas, locação de automóveis e agências de turismo devem crescer. Vide o crescimento do número de vôos e aeroportos bem como o de agências de turismo. Um bom exemplo disto é a CVC maior rede de agências de turismo do país que tem atualmente 642 lojas em todo o país, devendo chegar a 760 até o final do ano e a mil no final de 2013, trabalhando com uma perspectiva de 40 milhões de novos consumidores de pacotes turísticos nesta década.


O desafio do país é grande porque embora estas oportunidades sejam reais certamente o investimento necessário para que tudo isto aconteça não será feito apenas pelo governo.

Para a iniciativa privada é possivel captar parceiros investidores internacionais e mesmo nacionais, mas o governo deverá pensar seriamente em privatizar os serviços públicos nos moldes da europa e USA sob pena de perdermos esta concentração e alinhamento de variáveis positivas para o crescimento e sermos atropelados pelos outros países em desenvolvimento como China, Índia e Rússia.

Quer saber mais sobre isto e aproveitar este cenário positivo fale conosco clicando aqui.

terça-feira, 17 de maio de 2011

No frigir dos ovos?

Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?

Resposta:

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.

Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é colírio...

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sua empresa consegue reter os melhores profissionais?


Conheço inúmeras empresas que não conseguem reter os melhores profissionais, os que possuem o maior potencial e que têm, inclusive, o perfil para assumir cargos estratégicos na organização no futuro. Essas empresas estão deixando escapar as maiores fontes de vantagens competitivas para seu negócio: os talentos.

Mas por que isto acontece? Por que os bons profissionais não permanecem a longo prazo nas organizações? E para onde eles estão indo? Os melhores profissionais conhecem o seu próprio potencial e não agüentam esperar por promessas de que um dia serão reconhecidos.

A maior parte das empresas não possui um plano de carreira e as pessoas que nela trabalham simplesmente não possuem nenhuma perspectiva de crescimento profissional. E este, precisamente, é um dos maiores fatores que geram frustração no trabalho: a falta de perspectivas.

Para que uma organização possa atrair e reter pessoas talentosas é preciso que ela desenvolva uma cultura para a qualidade e valorização das pessoas. Se não tiver, é bom começar a se preocupar. Os melhores profissionais estão cada vez mais seletivos na hora de escolher uma organização para trabalhar. Isso mesmo! As pessoas também possuem a prerrogativa de selecionar as organizações onde querem trabalhar.

Uma opção que pode contribuir para minimizar o problema é o desenvolvimento de um plano de cargos, carreira e remuneração. Trata-se de um plano em que cada pessoa que ingressa em uma organização, a longo prazo, tem a sua frente claras e visíveis opções de crescimento.

O plano de carreira não é apenas uma ferramenta para favorecer o empregado. Talvez ela favoreça muito mais a empresa. Isso porque, para que um profissional consiga passar para a etapa seguinte em sua carreira, ele deverá cumprir uma série de exigências, como uma capacitação, um curso universitário ou de pós-graduação, além de passar por uma avaliação de desempenho rigorosa, sem contar que deve estar à disposição da organização por um dado período de tempo. De maneira geral isso estimula a redução da rotatividade, o aumento da produtividade e a melhoria do nível de competências da organização.

Eu sei que alguns empresários se preocupam mesmo é em manter uma folha de pagamento baixa. É por isso que há empresas e empresas: empresas de ponta, com alto nível de inovação tecnológica e crescimento e empresas estagnadas, dotadas de uma cultura jurássica e prestes a desaparecer. Qual você acha que os mais talentosos querem fazer parte? Pense nisso. 


Quer saber mais sobre isto e capacitar os seus profissionais? Fale conosco.

Fonte: João Moraes Sobrinho, administrador, especialista em Marketing e pós-graduando em Gestão Estratégica de Pessoas.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ponha um tubarão no seu tanque...

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.

Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Mas o peixe congelado tornou os preços mais baixos. 

Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. 

Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor ? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria ?

Quando as pessoas atingem seus objetivos tais como, quando encontram um namorado maravilhoso, começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.


Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca crescem e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante um ambiente desafiador".
Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.

Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado em tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados.

Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença.

"Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar, A GrowUp ajuda você nisto".

Pittsburgh University - MBA

quarta-feira, 30 de março de 2011

A queda dos gigantes e a metáfora do sapo

No mês passado a Blockbuster anunciou seu pedido de concordata nos Estados Unidos (a Blockbuster no Brasil, cujos direitos de exploração da marca pertencem às Lojas Americanas, não foi atingida pelos efeitos da concordata). Um dos motivos que a levaram ao pedido foi  o crescimento  de empresas de aluguel de filmes com delivery e o surgimento de serviços de streming de vídeo.

Com a tecnologia disponível nos nossos lares, nos dias de hoje é previsível que o negócio de locação de filmes tende a mudar. Quem não se reinventar corre o risco de seguir caminho semelhante ao da Blockbuster americana. O curioso é pensar como uma empresa controlada por gigantes da área de comunicação não se antecipou a essas mudanças.

Sempre que leio sobre casos como esse, em que empresas não percebem as mudanças que surgem no ambiente de negócios, lembro-me da metáfora do sapo. Se você colocar um sapo vivo dentro de uma panela com água fervendo, imediatamente ele saltará em fuga, pois ele percebe a ameaça em sua própria pele. Porém, se você colocar esse mesmo sapo em uma panela com água fria, e for esquentando-a gradativamente, ele morrerá cozido, pois o sapo – assim como alguns empresários – não percebe as mudanças ocorridas em seu ambiente.

É possível fantasiar o que se passa na cabeça do sapo enquanto a água esquenta, fazendo uma associação com o modelo dos 5 estágios de queda das empresas, propostos por Jim Collins em seu livro “Como as Gigantes Caem?”:

Estágio 1 – O excesso de confiança proveniente do sucesso.
  • 28º – Humm, estou tão bem!
  • 30º – Alguma coisa está estranha, mas eu sou um sapo e me adapto fácil.
  • 32º – Conheço tudo e sei que vou me dar bem.
Estágio 2 – A busca indisciplinada por mais.
  • 33º – Quer saber? Posso aguentar mais. Consegui aguentar até aqui e posso aguentar mais.
  • 35º – Vou expandir minha ocupação.
Estágio 3 – A negação de riscos e perigos.
  • 36º – Ué! Que está havendo? Estou me sentindo desconfortável.
  • 38º – Estou sentindo um calor…
  • 39º – Não estou me sentindo nada bem.
  • 40º – Acho que estou ficando estressado.
  • 42º – É, realmente estou me sentindo mal. Acho que vou esperar um pouquinho para ver se eu melhoro.
Estágio 4 – A luta desesperada pela salvação.
  • 43º – Ih! Não estou nada melhor. O que será que está acontecendo, hein?
  • 44º – Se continuar assim vou tomar uma providência inovadora. Vou arrebentar no mercado.
Estágio 5 – A entrega à irrelevância ou à morte.
  • 46º – Apesar de todo o conjunto de inovações, nada dá certo.
  • 48º – Eu devia ter agido antes e resgatado o simples, agora é tarde. Estou sem forças, desanimado.
  • 48º – Sapo fervido. Morreu sem, ao menos, saber o que o matou!
O sapo, por ser um anfíbio, é um animal que mantém a temperatura interna de corpo igual a temperatura do ambiente em que está.

Existem duas perspectivas a serem consideradas na vida: a interna, ou absoluta, aquela que você se compara a você mesmo; e a externa, relativa ou ambiental, quando você se compara ao meio ambiente. Como o sapo só se utiliza da interna, vai se melhorando, se ajustando até que chega ao limite da sua capacidade e morre. É um atitude confortável só não é suficiente.

A metáfora do sapo ilustra um padrão de comportamento que muitos profissionais têm frente  às mudanças que ocorrem no mundo corporativo. As pessoas ou organizações que usam deste pensamento costumam dizer:
- Ah, aqui sempre foi assim! Para que mudar?
- Ih, melhoramos muito! Você precisava ver como éramos antigamente.

Em um ambiente competitivo no qual vivemos hoje, onde as mudanças são cada vez mais frequentes, devido a velocidade com que a informação circula, quem olha apenas para o próprio umbigo, não as percebe, e como o sapo, não sobrevive.

Não se pode resolver novos problemas usando os mesmos métodos e recursos que deram certo com os antigos. Einstein já dizia: “Os problemas significativos com os quais nos deparamos, não podem ser resolvidos no mesmo nível e estado mental em que estávamos quando eles foram criados”.
Muitas vezes os sinais da mudança estão escancarados  em nossa frente. Porém teimamos em ignorá-los, e continuamos trabalhando para nos ajustar, se espremendo, fazendo economia, cortando investimentos, sacrificando o futuro da empresa em troca do presente. Não percebemos que está na hora de mudar, encontrar um novo caminho, desenvolver novos recursos e métodos.

É necessário entender que muitas vezes é preciso decidir se ficamos no bem bom ou arriscamos saltar para fora da panela, sem a certeza de onde vamos pousar. Contudo, quem não arrisca não petisca.

Por essa razão é que são precisos novos mapas para navegar novos mundos.

@blogdomarcelao

http://www.hsm.com.br/blog/2010/11/a-queda-dos-gigantes-e-a-metafora-do-sapo/

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Classe C: simplificar para conquistar

Dos 95 milhões de brasileiros que compõem a classe C, 45 milhões estão na internet. Público em ascensão no Brasil, o grupo tem exigido adaptação das estratégias de marketing online, geralmente voltadas para as classes A e B.

A resposta para atingir esse público, cada dia mais online, é a simplicidade, apontaram especialistas reunidos no 6° Fórum Internet Corporativa, realizado nessa terça-feira, 19, em Porto Alegre.

“Precisamos de uma publicidade online e de interfaces de sites e aplicativos de e-commerce que tenha linguajar popular que sejam explicativos. A própria palava e-commerce é um erro”, diz Jonatas Abbott, diretor de marketing da Dinamize.

Muitos usuários vindos da classe C - cuja renda familiar fica entre R$ 600 e R$ 2.099 -, começam a usar a internet através de Orkut e MSN, o que exige uma readaptação das empresas, que geralmente preferem Facebook e Twitter, explica Erni Schroeder Jr, gerente de marketing da Claro.

“A marca que conseguir se comunicar com simplicidade é a que vai ter sucesso”, defendeu Schroeder.

Estar na rede social certa não basta. A gerente de publicidade da Fiat, Maria Lúcia Antônio, defende cautela por parte das empresas.

“Entrar nas redes sociais é como ir numa festa. A gente não pode chegar lá e querer sair trocando a música, mudando a bebida e ir pegando logo a moça mais bonita. Tem que ver como funciona, sentir o ambiente, e então decidir como participar”, sugeriu Maria Lúcia.

Para Abbott, também é importante interagir com o público no mesmo nível de linguagem, o que pode ser conseguido por se colocar alguém oriundo da própria classe C à frente da interação.
“Tem que ser alguém que mantenha a conversação de maneira adequada”, completa o blogueiro do Baguete Diário.
Chamando atenção para a necessidade de investir em sites mais simples, Helisson Lemos, diretor-geral do Mercado Livre, se valeu de um conceito do hardware.

“Os sites, especialmente os de e-commerce, têm que ser mais fáceis, mais óbvios, mais claros. Tem que ser praticamente plug and play. As classes A e B já estão habituadas à internet como é hoje, já a classe C exige uma adaptação, se não eles vão embora”, insiste Helisson.

Fonte:http://www.baguete.com.br/noticias/internet/20/10/2010/classe-c-simplificar-para-conquistar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Como você age diante de uma situação de conflito?

Como você age diante de uma situação de conflito? Luta, briga, grita, ofende, arranca os cabelos, espanca a outra pessoa, opõe-se irracionalmente ou procura entender as causas para se posicionar na busca de soluções? Deparamos-nos com conflitos de várias naturezas em todas as áreas da nossa vida, seja familiar, afetiva, social ou profissional. No entanto, o nosso comportamento define o nível de estresse que absorvemos.



Os conflitos existem desde o início da humanidade e fazem parte do desenvolvimento humano. A história registra que o primeiro conflito foi entre Caim e Abel, onde o resultado foi à morte de Abel.

O significado da palavra conflito segundo o Dicionário Aurélio é: “1. Luta, combate; 2. Guerra; 3. Enfrentamento; 4. Oposição entre duas ou mais partes; 5. Desavença entre pessoas, grupos; 6. Divergência, discordância de ideais, de opiniões”.


Assim, para melhorar o nosso entendimento a respeito do assunto, vamos conceituar Administração de Conflitos como: a arte de identificar, lidar e resolver situações divergentes entre pessoas ou grupo no relacionamento interpessoal ou intrapessoal.


O conflito tem sua principal causa na divergência de interesses, ideologias ou opiniões a respeito de certo assunto, procedimento ou realização. Diferentemente do que a maioria das pessoas imaginam, os conflitos bem administrados, podem gerar mudanças positivas no comportamento das pessoas, pois motiva a busca de soluções. Por outro lado, os conflitos administrados de maneira errada, causam tensão, levam a agressão e geram ambientes improdutivos.


No intuito de contribuir com o aprendizado organizacional a respeito da administração de conflitos, apresentamos neste manual os tipos de conflitos, as causas mais comuns, as possíveis estratégias que determinam o comportamento das partes envolvidas, e por último, as fases para solucioná-los.


1. Tipos de conflitos

O conflito é necessário, por mais que se desenvolvam esforços no sentido de eliminá-lo, não poderemos ignorá-lo ou impedi-lo. É importante entender as suas causas, compreender suas origens, perceber a expressão do sentimento do outro, saber qual é a dimensão do problema e se estamos preparados para administrá-los, isso determina o nosso comportamento frente à situação.


Existem vários tipos de conflito e sua identificação pode auxiliar a detectar a estratégia mais adequada para administrá-lo. No artigo Administração de Conflitos, de Eunice Maria Nascimento e Kassem Mohamed El Sayed, publicado pela Revista Capital Humano, são mencionados os seguintes tipos de conflitos:


 Conflito latente: não é declarado e não há, mesmo por parte dos elementos envolvidos, uma clara consciência de sua existência. Eventualmente não precisam ser trabalhados; Para lidar com conflitos, é importante conhecê-los, saber qual é sua amplitude e como estamos preparados para trabalhar com eles;


 Conflito percebido: os elementos envolvidos percebem, racionalmente, a existência do conflito, embora não haja ainda manifestações abertas do mesmo;

 Conflito sentido: é aquele que já atinge ambas as partes, e em que há emoção e forma consciente;

 Conflito manifesto: trata-se do conflito que já atingiu ambas as partes, já é percebido por terceiros e pode interferir na dinâmica da organização.



2. As principais causas dos conflitos


a. Choques de interesses individuais, grupais e organizacionais;


b. Luta pelo poder;


c. Inveja;


d. Fofocas;


e. Frustrações por promessas não cumpridas;


f. Falhas de Comunicação;


g. Mudanças estruturais;


h. Intrigas de colegas com mais tempo de empresa;


i. Apadrinhamento de profissionais incompetentes;


j. Nepotismo.


Como pode ser visto, as causas dos conflitos podem ter origens diversas, e a maneira com que as identificamos e tratamos poderá acentuar o problema ou resolvê-lo sem maiores danos.

A Terceira Lei de Newton, também denominada de princípio da ação e reação, diz: “Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e de sentido contrário”. A lei da Ação e Reação apresenta na prática que para cada ação produzida, há uma reação em sentido oposto de mesma intensidade. No relacionamento interpessoal, precisamos entender que a forma que nos comunicamos e nos posicionamos frente às situações faz toda a diferença.


O princípio 90/10 de Stephen Covey, diz que “os 10% da vida estão relacionados com que se passa com você e os 90% restantes estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você”. Tomando por base a afirmação de Stephen Covey, a maior parte da nossa vida está relacionada com o comportamento que adotamos frente às circunstâncias impostas pela vida. A maneira de agir e reagir faz toda a diferença. Se eu desisto facilmente ou se luto bravamente diante das circunstâncias impostas pela vida, faz a diferença entre vitória/derrota e sucesso/fracasso. Como você tem agido e reagido diante destas circunstâncias? Tem vencido ou tem sido vencido?


Em muitos casos, a falta de conhecimento e experiência em lidar com situações de adversidades, lutas ou discordâncias entre pessoas ou grupos, gera baixo desempenho na execução das atividades operacionais, pois se perde a capacidade de interação e de relacionamento funcional, e assim, metas e objetivos são comprometidos. Por isso, empresários, diretores, gerentes, supervisores e outras pessoas que ocupam cargos de confiança, precisam aprender a lidar com situações de conflito, pois a maneira de gerenciá-las pode causar: desmotivação, absenteísmo, turn over, insubordinação e etc. Agora, quando o líder sabe gerir estas situações de maneira eficiente, pode até acontecer conflitos, mas haverá satisfação, confiança, compromisso, empenho, busca de soluções, crescimento e, enfim, melhoria nos resultados organizacionais.


3. Estratégias para solução de conflitos


Para que o gerenciamento dos conflitos seja eficaz, é preciso conhecer as formas de agir numa situação conflituosa. Por isso, conhecer o campo onde se travará a batalha e se como atuar durante o embate é importante para não causar feridas irreparáveis ou incendiar ainda mais a situação. A estratégia adotada define o comportamento para solução das divergências.


a. A SAÍDA - Um lado se retira do problema, fugindo ou adiando a solução;


b. COMPROMISSO – Criação de uma solução mista, cada um cedendo um pouco. Usada quando os relacionamentos são iguais. Solução perde-perde;


c. FORÇA - A pessoa com o poder toma a decisão


d. APAZIGUAMENTO - Adesão à paz, evitando outras possíveis soluções. É o que na linguagem popular se trata como “colocar panos quentes”.


e. NEGOCIAÇÃO - Busca de uma solução intermediária em que cada pessoa cede um pouco, chegando a um acordo. Ganha-ganha.


A partir do momento que identificamos os tipos e as causas dos conflitos, temos condições de determinar “as estratégias” que devem ser adotadas para administrá-los. Todavia, a estratégia escolhida deve ser utilizada a partir de uma análise ampla, coerente, sincera e correta da situação. O sucesso da escolha de uma estratégia, não é garantia de sucesso em outros momentos de conflitos. Cada situação deve ser estudada e planejada.


4. Fases da solução de conflito


a. Identifique a causa do problema;


b. Procure soluções, não culpados;


c. Analise e escolha a melhor solução;


d. Durante todo o momento mantenha um clima de respeito;


e. Aperfeiçoe a habilidade de ouvir e falar, compreendendo o que ouve e sendo claro na transmissão da sua mensagem;


f. Se coloque no lugar do outro;


g. Seja construtivo ao fazer uma crítica;


h. Procure a solução Ganha-ganha;


i. Aja sempre no sentido de eliminar as causas do conflito;


j. Quando estiver errado, reconheça;


k. Não varra os problemas para debaixo do tapete;


l. Agir com Resiliência.


Entre as várias competências do líder moderno, uma se destaca no rol de competências procuradas pelas empresas, a Resiliência. Resiliência é um termo utilizado pela física que demonstra a capacidade de um material voltar ao seu estado original depois de ter sofrido uma pressão. Isso quer dizer – ter capacidade de reagir com flexibilidade às situações de conflitos. Ou, ter a capacidade de se moldar frente às dificuldades. Hoje o mundo vive em constante mudança, cada dia mais tecnologias, mais necessidade de redução de custos, mais mão de obra disponível, mais famílias destruídas, mais problemas emocionais não resolvidos, maiores exigências dos consumidores, mais pressão do governo sobre empresas, mais proliferação de doenças, mais problemas ambientais e etc. Por tudo isso, os profissionais precisam se moldar frente às dificuldades e reagir com flexibilidade.


Outro aspecto importante é a adoção da imparcialidade quando o conflito envolver a necessidade de julgamento de um terceiro. Lembre-se disso, o comportamento humano também é determinado pelos hábitos e costumes adquiridos na criação da pessoa, além é claro, das variáveis encontradas no ambiente. Neste caso, o julgamento mal feito, pode destruir a vida ou a carreira de uma pessoa.


Lembre-se, administrar conflitos faz parte do nosso cotidiano e requer constante aprendizado. Por isso, cuidar da nossa vida espiritual, afetiva, familiar, intelectual, emocional e profissional, contribui para um bom desempenho. Administrar empresas implica em gerir conflitos internos e externos resultantes do relacionamento entre pessoas. Não pense que os conflitos desaparecerão, pois isto é um sonho!


Precisamos entender que, através das situações de conflitos podemos extrair experiências de crescimento e desenvolvimento humano, que se bem aproveitadas gerará mudanças e oportunidades de crescimento mútuo entre os envolvidos.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/31607/1/Manual-para-administracao-de-conflitos-organizacionais/pagina1.html#ixzz0ujhhZVzP

sábado, 14 de agosto de 2010

Conta Comigo - Músicos de rua

Veja este vídeo amador que foi produzido com vários cantores e músicos de rua do mundo todo.

O resultado é incrível.

A música é Stand by me (Conta comigo).


http://vimeo.com/moogaloop..swf?clip_id=2539741

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Jogo sobre Liderança

Acessando o site Canal RH descobri um jgo sobre Liderança muito legal.




Acessem e divirtam-se.

http://www.canalrh.com.br/lider2010/

sábado, 12 de junho de 2010

Office 2010 disponível via WEB Free

Microsoft Office Online chega ao mercado seguindo a tendência de virtualização dos aplicativos na web. Ao atuar como uma suíte de programas através do Windows Live para edição de textos, planilhas e slideshow, a empresa entra de vez na nuvem.

Os programas trazem as principais funcionalidades conhecidas da suíte Microsoft Office 2010 , seja para criar e diagramar textos, gerar fórmulas, banco de dados ou apresentações - com a mesma qualidade de aplicações profissionais.
O crescimento do Google e da cloud computing, a MS trouxe de vez, para as aplicações online, o seu carro- chefe e primeiro grande software da companhia. Atuando junto ao serviço de e-mail Hotmail, o Office Online usa todos seus aplicativos sem necessidade de outras ferramentas ou da própria suíte original instalada.
Utilizando as funções do Office
O Microsoft Office Online é similar ao Office 2010, em especial em seu design e na facilidade de acesso - que conta com grandes ícones e opção de menu intuitiva. Para acessar o aplicativo é necessário ser cadastrado na rede da companhia, o Windows Live, podendo entrar com a conta de e-mail do Hotmail ou MSN. Após acessar, no alto da página existe a opção 'Office'; clique nela para acessar o aplicativo.
A rede permite a utilização de três aplicativos conhecidos, existentes no Office:
  • Word - Para edição de textos;
  • Excel - Para elaboração de planilhas gráficas e matemáticas;
  • Power Point - Para apresentação de figuras e slides;
  • One Note - O bloco de notas para anotações.

 Além de criar arquivos online, o aplicativo também permite importar documentos externos através de pastas do computador, como ocorre no Buzzword e Buzzword.

 Outra função que chama a atenção no Microsoft Office Online é a edição no próprio navegador, que inclui as hotkeys do Windows, como Ctrl+X, Ctrl+C, Ctrl+V e Ctrl+Z; além de ser capaz de alterar fontes, formatos de textos, adicionar dados, fotos, colorir e tantas outras funções conhecidas do público.

 A função 'Share' também merece seu destaque: através dela, você pode compartilhar com amigos os documentos criados na rede do Microsoft Office Online, assim como as pastas nas quais são armazenados os arquivos. No canto direito, abaixo da tela, é mostrado quantas pessoas estão editando o arquivo no exato momento.

 O aplicativo também permite baixar os arquivos para o computador; na versão do Excel, há como fazer o download apenas dos valores e das formatações dos arquivos - ao selecionar a opção 'Download a Snapshot'.

 O único problema até o momento é a falta de opções de idioma. Embora tenha a opção "português brasileiro" para ser configurada na verificação de palavras, apenas o inglês está completamente funcional.


Roda em Firefox 3, Internet Explorer 7 ou superior

  
Disponível nos idiomas Inglês.

 Acesse através do endereço http://office.live.com/

quinta-feira, 4 de março de 2010

Redes Sociais - esta onda pega nas empresas?

Tenho lido muito sobre redes sociais e tenho me perguntado se realmente esta onda vai pegar e o que isto tem a ver com as empresas clientes da GrowUp.

Imagino que esta dúvida seja a mesma de nossos clientes. Afinal as Redes Sociais tais como Blogs, Twitter, Orkut, Facebook, Plaxo, LinkedIn entre outras crescem vertiginosamente e as principais empresas WEB (Google, Yahoo) têm investido pesado nisto. 

Mas e nossas empresas, podem ter algum benefício com isto? Se a resposta for sim fica a pergunta: qual a estratégia que devo seguir para colocar a minha empresa em Redes Sociais.

Anexo abaixo um artigo publicado hoje pela HSM On-line sobre o assunto que na minha opinião responde bem estas perguntas.

Boa leitura!

Renan Chagas

Especial Redes Sociais
Como ter estratégia nas redes?


Desenhe bem seu mapa estratégico com conceitos pré-estabelecidos e vá para a prática com segurança.
Entrar ou não nas redes sociais? Os nativos digitais com certeza responderiam que sim. Já os mais “analógicos” e conservadores seriam mais ponderados em suas respostas.

Preocupadas em reforçar a marca e aumentar as receitas, as empresas de diversos segmentos fazem ginásticas para desenvolver estratégias que se apliquem as mídias sociais. Todas querem estar lá. Mas será mesmo estratégica a mesma fórmula para todos?
Adrian Slywotsky, especialista em estratégia, cita em vídeo que as estratégias de mercado mudaram para as empresas na Era Digital. Ele reforça que nem sempre quem detém o market share é quem tem mais lucratividade. Para ele três perguntas precisam ser respondidas: onde nós como fornecedores poderemos criar lucratividade em nosso setor? O que acontece com a forma que os clientes estão mudando, não somente em suas preferências, mas também no seu poder que redefine o espaço de oportunidades? Qual o design ou modelo de negócios da próxima geração que temos que construir para capturar e proteger a lucratividade?
Responder a estas perguntas antes de definir a estratégia de lucro é um bom começo, assim como fazer um levantamento completo do tipo de relação que a empresa tem com as mídias sociais. Rene de Paula, especialista em experiência do usuário da Microsoft Brasil e professor do I-Group, dá um alerta: “Talvez estar fora seja a melhor estratégia”.

A análise do especialista mostra que é preciso ter muita cautela para aderir as mídias. Ele aconselha: “Vamos respirar fundo, os problemas concretos ainda permanecem e os conceitos clássicos de estratégica continuam valendo. A Web 2.0 trouxe a ideia de que tudo é muito fácil, o que faz as vezes a empresa partir para uma estratégia digital diferente da realidade da organização. Tem muita gente interessada nas mídias por medo e insegurança e também pela manipulação das opiniões. E isso não é estratégico”, ressalta de Paula.

A consultora Valéria Jureidini, da Basics, empresa de consultoria em mídias sociais, pontua que para uma estratégia dar certo é preciso envolver a alta gerência da companhia. “A principal estratégia nas redes sociais é ter o propósito alinhado a estratégia da empresa. Antes de mais nada, o objetivo para estar nas redes precisa obedecer aos interesses da companhia, além da estratégia estar tangenciada pelos negócios da empresa (por isso a importância da alta gerência). É preciso que a estratégia tenha continuidade e dimensionamento de tempo para dar resultado”, explica Valéria.

Manter o bom nome na praça é estratégico
Ter um bom nome no mercado dá trabalho. Muitas empresas sabem que são anos para cultivar o ‘bom nome na praça’. E todos já estão cansados de saber que basta uma mensagem negativa da empresa ser postada e a reputação de anos se desmancha em segundos. Especialistas indicam algumas fases anteriores a estratégia, como o mapeamento de redes e comunidades. “Primeiro identifique quem e o que estão falando de você. Depois procure integrar-se às mídias que são aderentes a proposta de comunicação da empresa e faça parte delas”, reforça de Paula, da Microsoft.

Já Valéria, da Basics, especialista em marketing e relacionamento digital, aposta na aproximação do consumidor para o processo criativo de produtos e serviços como uma das maneiras de ser estratégico. “A empresa pode, por exemplo, chamar alguns blogueiros específicos para participar da estratégia de mídia social e premiá-los. Isso nada mais é que voltar para o marketing “boca-a-boca” e fazer marketing junto ao formador de opinião. A estratégia neste caso passa a funcionar por meio da prestação de serviço e troca de informações”, salienta Valéria.

Prestar um bom serviço significa também reforçar a marca, um processo casado tanto no mundo offline quanto no online. A consultora da Basics pontua ainda que o relacionamento deve agregar valor, trazendo informações diferenciadas que proporcionem uma boa interação do cliente com a marca, seja num momento de criação ou de crise.
Um caso que todos devem se lembrar é o do Ovomaltine, que deixou de fabricar o achocolatado do tipo Suíço e recebeu pela rede muitas críticas. Várias mensagens circularam dizendo que o produto não seria mais comercializado, manchando a marca da empresa AB Brasil, fabricante do Ovomaltine.

Rapidamente e estrategicamente, o responsável pela marca na América Latina entrou em uma das comunidades de discussão e esclareceu a razão pela qual o produto tinha deixado de ser comercializado (baixo market share). Com isso, o executivo evitou mais ruídos negativos na comunicação e ainda recebeu elogios dos consumidores. Resolvida a crise, o executivo saiu da rede. “Fazer parte das mídias em apenas alguns momentos não deixa de ser uma estratégia. No caso da AB Brasil pode não ser estratégico criar uma comunidade ou um blog. Mas foi extremamente estratégico fazer parte de uma naquele momento de crise”, justifica Valéria.

Não importa a estratégia escolhida, o importante é saber onde a empresa está e onde ela quer chegar. Como em qualquer estratégia de mercado, as realizadas nas mídias digitais dependem muito mais de uma mente criativa do que de uma plataforma "mágica". Boa sorte na sua empreitada digital e confira abaixo algumas dicas para trilhar o caminho das redes.

10 dicas para fazer seu mapa estratégico

Algumas estratégias têm demonstrado retorno na Web 2.0. Mas antes de sair testando, tome nota de alguns pontos que devem ser levados em conta e podem te ajudar no desenho do mapa de estratégias digitais.

1- Se a estratégia estiver voltada para gerar negócios, o Twitter tem demonstrado uma boa ferramenta com retorno para promoções específicas para quem está nesta rede social. Não se esqueça que promessa é dívida. Só ofereça aquilo que você poderá entregar. Na Web 2.0 a quantidade de pessoas atingidas por uma ação é totalmente imprevisível. O que pode ser bom ou ruim. Portanto, prepare sua infraestrutura para entregar e gerar acesso. Divulgue suas ações promocionais sempre com muito respeito e de maneira honesta.

2- Antes de lançar uma plataforma de mídia social, crie uma governança, estabelecendo em primeiro lugar o propósito do negócio. Defina em seguida a sua estrutura operacional, ou seja, defina os papéis de cada membro da equipe no projeto. Crie políticas e procedimentos desta operação de acordo com a lei vigente no país, assim como políticas de mediação, regras para envio de conteúdo e utilização pelo usuário.

3- Calcule o quanto você custa por hora. Cheque se passar horas no Twitter ou em outra plataforma está realmente dando resultados para o negócio.

4- Se você for se apresentar em nome da empresa cuidado com a maneira impessoal de se comunicar. Tanto a marca da empresa quanto a do profissional devem ser preservadas.

5- Estratégia para o diálogo não é via de mão única. Precisa ter interação. Uma plataforma somente informativa não gera relacionamento direto. Tenha a visão real sobre isso.

6- Confiança perdida na web é difícil de recuperar. Não seja leviano em suas ações.

7- Tenha sempre um plano B para situações de demandas adicionais, momentos de crise, perfis falsos em nome da empresa, provisionamento para o crescimento. Enfim, liste todos os cenários possíveis.

8- Veja como você balizará suas métricas e se realmente conhece as pessoas que fazem parte da sua rede. Onde você não tem garantia de quem está é melhor nem entrar.

9- Saiba o que fazer com a informação que vem para você, para não ser apenas mais uma enxurrada de mensagens para administrar no dia-a-dia.

10-  Cuidado para não ficar vivendo de moda. A internet não tem a tecla voltar. O que você fizer vai se replicar para o resto da eternidade.

(Fonte: as dicas acima foram dadas pelos especialistas Valéria Jureidini e Rene de Paula)
Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online03/03/2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

7 Dados do Cliente que toda empresa deveria ter

Por Por Gareth Herschel, Diretor de Pesquisa do Gartner

Apesar de sabermos da importância de ter um bom entendimento sobre o cliente, em muitas empresas, o perfil do cliente é apenas uma mistura dos resultados de iniciativas de coleta de dados.

Informações normalmente são armazenadas ou continuam sendo coletadas porque foram utilizadas no passado, ou porque alguém pensou que elas poderiam ser úteis no futuro. Embora isso resulte em bancos de dados de tamanhos impressionantes, também pode significar que tempo e recursos foram desperdiçados coletando, armazenando e gerenciando dados de má qualidade. Isto resulta em decisões não-confiáveis, um serviço ao cliente ruim e perda de rendimentos.

Categorizar os elementos presentes no perfil do cliente em sete grupos possibilita às empresas começar um processo rigoroso de identificação sobre quais dados serão valiosos no apoio às suas estratégias de negócios. O ponto de partida é trabalhar com a linha de gerentes de negócio para identificar quais insights são necessários para definir o tratamento adequado ao cliente através das funções e canais. A forma exata destes insights varia entre indústrias e empresas, mas podem ser divididas em três categorias:

Necessidades do cliente: Reflita sobre os desejos e necessidades de seus clientes. Isto lhe dirá o que eles precisam, porque precisam e como eles irão tentar obtê-lo. Uma análise das necessidades e desejos é a dimensão mais fundamental da segmentação.

Satisfação: Revela o status de relacionamento do cliente com a sua empresa, eliminando questões como: “Eles gostam de você?” e “Porque?”. A satisfação pode ser monitorada em termos diretos, como um indicador NPS (Net Promoter Score), ou pode ser inferida pelo comportamento do cliente. A maioria das empresas luta para chegar a um acordo sobre qual a melhor métrica de satisfação entre diferentes unidades de negócios.

Valor / rentabilidade: Indica o valor de seus clientes hoje e no futuro. Geralmente, o desafio é definir o que será útil para o CRM visando realizar de forma mais abrangente estimativas (receitas e valor do ciclo de vida do cliente), quando existe um rigoroso de processo para alocação de verbas.




As quatro categorias de dados brutos



Estes insights acima elaborados pelos analistas de negócios são derivados das combinações de quatro categorias de dados brutos:

Descritivos: Dados que definem claramente o cliente. Os itens monitorados incluem variáveis fixas (gênero, data de nascimento) e variáveis abertas a mudanças (endereço residencial, renda, estado civil). Em alguns casos eles podem incluir informações extras (assinatura de revistas, tipo de carro) que estendem o perfil do cliente. A maior mudança nesta categoria de dados é à disposição de informações de status em tempo real, como localização.

Relacionamento: Estes são os dados que monitoram o histórico das relações entre a empresa e o cliente. Isto inclui histórico de transação dos clientes, além do histórico de suas interações (visitas no site, ofertas de marketing enviadas, mas ignoradas e requisição de serviços). A maior mudança nesta categoria vem de uma habilidade crescente para monitorar o histórico operacional do relacionamento (como, quando e porque são utilizados).


Sociais: A idéia das redes sociais não é nova, mas o que cresce é a habilidade e interesse das organizações em monitorar e alavancar estas redes. Para serem eficientes no perfil do cliente, os dados das redes sociais necessitam do conhecimento da existência da rede social e um entendimento da influência que ela pode exercer em um cliente. Por exemplo, notar que um relacionamento forte existe com o cliente em uma rede social e ligar a perda ou ganho de um cliente ao fato às influências que as redes sociais estão exercendo, positiva ou negativamente.


Psicológicas: Este elemento reflete os valores e opiniões dos clientes, bem como a maneira que tomam decisões. Por exemplo: O cliente toma decisões baseadas em princípios (“Vou comprar este carro híbrido porque polui menos o ambiente”), ou o cliente é mais pragmático (“Vou comprar este carro híbrido porque é mais econômico, poupando dinheiro do meu orçamento mensal”)? O potencial das análises de discurso para captura explícita de dados da voz do cliente abre a possibilidade para que esta categoria seja monitorada diretamente.


Todas as organizações devem considerar insights sobre as necessidades do cliente, satisfação e valor (a base para realizar segmentações eficazes), como elementos necessários do perfil do cliente. Estes atributos serão derivados dos quatro elementos dos dados brutos do cliente. A mistura apropriada destes dados será determinada pela natureza da proposta de segmentação que a empresa visa criar.


Fonte:www.1to1.com.br